Pântano



Eu sempre engoli a dor.
Dentro de mim, por muito tempo, 
faltou amor e coragem.

Sinto um frio na barriga, 
mas não é um bom sinal.
Só são resquícios dos baldes de água fria
Golpes da vida real


Mas não posso mais fingir que nunca me importei,
se ainda ardem aqui em mim as feridas que ignorei.
E nem precisa ir tão fundo pra perceber
as cicatrizes abertas que eu sempre tentei esconder.


Não é mais segredo.
Meu ponto fraco deu cria e isso me destrói.
Luto contra a hidra da minha própria história,
crio e mato o monstro que me afoga agora.

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